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  • Uso de álcool e drogas: questões de gênero

    16

    Mai
    16/05/2012 às 18h22

    Diferenças entre gêneros em relação ao padrão de consumo de álcool e problemas relacionados em uma amostra representativa de São Paulo

       De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso do álcool é o terceiro maior fator de risco para a carga global de doenças. A bebida alcoólica é responsável, somente no Brasil, por 18% e 3,4% de todos os anos perdidos por incapacitação entre homens e mulheres, respectivamente. Ainda, na região sudeste de São Paulo, 11% da população afirmou consumir álcool no padrão pesado episódico - que corresponde a 5 ou mais doses* de bebidas alcoólicas em uma mesma ocasião para homens e 4 ou mais para mulheres, - ao menos uma vez no último mês, sendo 14% entre homens e 8,8% entre as mulheres. O beber pesado episódico é um padrão de consumo fortemente associado a prejuízos agudos à saúde, tais como acidentes de trânsito, sexo desprotegido e violência e se esse padrão de consumo ocorrer frequentemente, pode levar a outros prejuízos, como abuso e dependência alcoólica.
      Informações que contemplem diferenças entre gêneros para padrões de consumo do álcool e problemas relacionados ao uso dessa substância são importantes para identificar populações de risco e consequentemente auxiliar no planejamento de programas de prevenção.

      Dado o exposto acima, o estudo em questão analisou os dados do São Paulo Catchment Area Study, estudo que é parte de um consórcio mundial coordenado pela OMS. Foi avaliada uma amostra de 1.464 indivíduos adultos domiciliados na área de captação do Hospital das Clínicas de São Paulo. A prevalência e correlatos sociodemográficos, como gênero, idade, nível educacional, entre outros, foram avaliados para diferentes padrões de consumo do álcool, no período de 12 meses que antecederam a entrevista.</div><div>
      Os padrões de consumo foram categorizados em: uso não pesado (consumo de pelo menos 12 doses, sem nunca ter feito uso pesado), uso pesado episódico (cinco ou mais doses em uma única ocasião para homens e quatro ou mais para mulheres) e uso pesado e frequente (uso pesado do álcool ao menos três vezes na semana) e abstêmios (menos de 12 doses/ano).

      s problemas relacionados ao uso da substância foramagrupados em:problemas interpessoais (ex. brigas com familiares ou amigos), danos não intencionais (acidentes de trânsito, quedas, fraturas), dirigir ou operar máquinas sob efeito do álcool (problemas com autoridades, situações nas quais o indivíduo corre riscos físicos), prejuízos em atividades sociais (faltas ao trabalho, abandonar ou reduzir atividades importantes em favor do consumo de álcool), consumo maior que o esperado (necessidade de beber mais para conseguir o mesmo efeito, desejo intenso em consumir, não conseguir parar depois de ter começado), violência (brigar enquanto está embriagado, ser preso ou encaminhado para clínica de reabilitação), sintomas físicos e problemas de saúde (sintomas de abstinência ou problemas de saúde decorrentes do uso, tais como doença hepática e do estômago) problemas emocionais (falta de interesse por atividades usuais, depressão) e por fim, uso continuado apesar dos problemas.</div><div> </div><div>Os resultados apontam que aproximadamente 22% dos entrevistados (32,4% das mulheres e 8,7% dos homens) são abstêmios, 60,3% são bebedores não pesados (sem diferença entre os gêneros) e 17,5% (H: 26,3% e M: 10,9%) relataram ter feito o uso pesado de álcool nos 12 meses que antecederam a pesquisa. Nota-se que a proporção de indivíduos que experimentaram consequências negativas aumentou à medida que o padrão de uso foi se tornando mais pesado, em destaque para:

     

    <table border="1" cellspacing="0" cellpadding="0"><tbody><tr><td width="300"><div>Problemas</div></td><td width="85"><div>Uso não pesado (%)</div></td><td width="85"><div>Uso pesado (%)</div></td><td width="106"><div>Uso pesado e frequente (%)</div></td></tr><tr><td width="300"><div>Uso continuado apesar dos problemas</div></td><td width="85"><div>9,7</div></td><td width="85"><div>31,3</div></td><td width="106"><div>58,1</div></td></tr><tr><td width="300"><div>Beber mais do que planejado</div></td><td width="85"><div>8,9</div></td><td width="85"><div>30,5</div></td><td width="106"><div>52,6</div></td></tr><tr><td width="300"><div>Problemas interpessoais</div></td><td width="85"><div>11,6</div></td><td width="85"><div>32,6</div></td><td width="106"><div>61,8</div></td></tr></tbody></table>

     

      Uma das principais descobertas do estudo foi que, embora os homens sejam duas vezes mais propensos a fazer uso pesado de álcool em comparação às mulheres, houve uma convergência entre os gêneros em relação aos tipos de problemas avaliados para os padrões de uso pesado e uso pesado e frequente. Portanto, homens e mulheres tipicamente apresentaram a mesma proporção de problemas quando o padrão de consumo pesado do álcool estava instalado. A exceção foi o grupo “problemas interpessoais”: embora seja o grupo mais frequente em ambos os gêneros, os homens são três vezes mais propensos a engajar-se nesta categoria que as mulheres, quando considerado o beber pesado.
      Os grupos "beber mais do que planejado" e "uso continuado apesar dos problemas" foram os mais frequentemente relatados entre homens e mulheres que fazem uso pesado; já “danos não intencionais” foi o menos relatado entre ambos os gêneros (mulheres: 8,9% e homens: 5,3%) neste mesmo padrão de beber.

      Os bebedores pesados e frequentes apresentaram duas vezes mais chances do que os indivíduos abstêmios de ter tido diagnóstico de depressão na vida. Já a dependência de nicotina esteve associada a todos os padrões de consumo de álcool.
      O consumo de bebidas alcoólicas entre as mulheres esteve diretamente relacionado a um maior grau de instrução e melhores condições econômicas. Em contrapartida, a escolaridade foi um fator de proteção entre os homens: verificou-se que indivíduos com menores níveis educacionais possuem oito vezes mais chances de apresentar episódios de uso pesado e frequente que aqueles que possuem ensino superior.
      Os autores esclarecem que com a mudança do papel da mulher na sociedade e o direcionamento para uma igualdade entre gêneros - na qual as mulheres estão investindo mais em educação, trabalhando fora de casa, adotando hábitos anteriormente vistos como masculinos, aumentando o consumo de bebidas alcoólicas -, as diferenças entre gêneros em relação às consequências do uso do álcool diminuem. Além disso, o aumento de consumo da bebida pelas mulheres pode estar associado ao estresse da dupla jornada de trabalho diário.

      O estudo concluiu que o uso pesado e frequente de álcool está fortemente associado a problemas de diversas ordens e sugere que políticas de prevenção contemplem esse padrão de consumo, independente da idade ou gênero. Além disso, enfatizam a necessidade de desenvolver mais pesquisas - especialmente entre indivíduos que fazem uso pesado de álcool, mas não preenchem critérios para dependência.

      * uma dose-padrão de bebida alcoólica (350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 50 ml de destilado) contém, aproximadamente, 10-14 g de álcool puro.<div><div>Título: Gender differences in drinking patterns and alcohol-related problems in a community sample in São Paulo, Brazil</div></div><div>Autores: Silveira CM, Siu ER, Wang YP, Viana MC, Andrade AG, Andrade L.</div><div>Fonte: Clinics (Sao Paulo). 2012 March; 67(3): 205-212</div><div>IF: 1,422 (JCR 2010)</div>

    FONTE: CISA - CENTRO DE INFORMAÇÕES SOBRE SAÚDE E ÁLCOOL
    Rua do Rócio 423 - 1208
    São Paulo - SP - 04552-000
    Tel: 11 3842.3388

  • CONSULTÓRIO PSICOLÓGICO

    07

    Mar
    07/03/2012 às 18h08

    José Carlos de Jesus Lopes Rodrigues
    Psicólogo – CRP 06/52218

    Clínica localizada em São Caetano do Sul/SP, onde atuam profissionais das áreas de: Psicologia, Neuropsicologia, Neuropediatria, Fonoaudiologia e Psicopedagogia, realizando atendimento clínico junto a crianças, adolescentes e adultos.

    Acentuada experiência e compromisso com o ser humano além de muito respeito ao seu sofrimento!

    “Atendemos alunos das escolas mais reconhecidas da região”

    Transtornos do humor, ansiedade e afetivo... depressão, bipolaridade, síndrome do pânico, stress pós-traumático, Dislexia, Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, dificuldade de relacionamento interpessoal, entre outras queixas.

    Avaliação neuropsicológica e interdisciplinar (dificuldades de aprendizagem e/ou comportamento).

    “Palestras de prevenção e tratamento ambulatorial para dependência química e/ou outras drogas”

    Agende uma consulta (sem ônus) para conhecer nossos serviços, instalações e profissionais.

    FONE: (11) 9352-3505


    Rua José Benedetti, 444– B. Sto. Antônio – SCSUL/SP (esquina com a Rua São Paulo)



  • CURRICULO

    19

    Abr
    19/04/2011 às 08h53

     

    CURRÍCULO

     

    Formação:

    Psicólogo - Universidade São Marcos (UNIMARCO) - Ipiranga/SP

    ano de formação: 1994   

    Capacitações: 

    • Introdução a Neuropsicologia – Universidade Metodista de São Paulo/SP;
    • Especialização na área da Violência Doméstica contra criança e adolescente - LACRI, no Instituto de Psicologia da USP-SP;
    • Capacitação de Recursos Humanos para prevenção ao uso indevido de drogas – DENARC/SP;
    • Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias: "Prevenção ao Uso Indevido de Drogas" - Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

       Participações mais relevantes: 

    • Membro do COMAD (Conselho Municipal Anti-Drogas – SCSUL/SP);
    • Membro suplente do COMEN (Conselho Municipal de Entorpecentes – SBC/SP);
    • Delegado no IV Congresso Regional de Psicologia;
    • Delegado no V Congresso Regional de Psicologia;
    • I Fórum de Diadema/SP, de Combate a Violência Sexual;
    • II Fórum de Diadema/SP, de Combate a Violência Sexual.

     

     EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS: 

    Palestras em escolas, Cooperativa de Consumo, grupo de orientação a co-dependentes e instituições, no tema de prevenção e tratamento ao abuso de álcool e outras drogas. Participação, como ouvinte, de palestras no Hospital Heliópolis (SP) sobre o mesmo tema.

    Trabalhei cinco anos com orientação educacional junto a crianças, adolescentes e pais, com o enfoque em dificuldades de aprendizagem.

    Experiência de 02 anos e 04 meses na área de violência doméstica, no CRAMI (Centro Regional de Atenção aos Maus Tratos na Infância), atuando como Psicólogo no atendimento direto com adolescentes, crianças e adultos, inclusive com vitimizadores sexuais.

    Atuação por 02 anos como Educador Social, na Fundação Criança de São Bernardo do Campo, na execução das medidas sócio-educativas em meio aberto (Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade).

    Trabalhei por dois anos e meio Coordenador do Centro de Atendimento à Drogadição “Novo Tempo”, na mesma fundação, local onde adolescentes em situação de vulnerabilidade social, usuários e dependentes de drogas eram internados para tratamento e,

    Membro de um grupo de estudos e pesquisa sobre a temática “Família, nível pós-graduação, na PUC/SP.

    Há 06 anos atuando diretamente como Psicólogo em consultório particular, atendendo pacientes que apresentam: Depressão, TOC, Dificuldades de aprendizagem, Dependências em geral (álcool, outras drogas, relacionamentos), Problemas com formas de educação com filhos, Fobias, Ansiedade generalizada, além de outros transtornos do humor e da ansiedade. psicologia2@ig.com.br ou (11) 9352-3505

    Obrigado.

  • NEURÔNIOS MORREM?

    16

    Ago
    16/08/2010 às 14h14

    Até 1984, acreditava-se que os neurônios morriam com o passar do tempo, no processo de envelhecimento.

     

    Hoje, no entanto, sabemos que a perda de neurônios só ocorre se estiver associada a processos patológicos e degenerativos, como os quadros de Alzeimer, cortes ou secções dos tecidos nervosos ou acidentes vasculares cerebrais, entre outros.

     

    Pesquisas mais recentes também demonstram que pode ocorrer a renovação funcional de um neurônio lesado. A formação de um neurônio, denominada neurogênese, é um processo lento e, na maioria das vezes, a nova célula nervosa nasce em determinada região cerebral para depois migrar em direção ao local onde outro neurônio foi destruído.

     

    Em muitos casos, as redes de neurônios são rearranjadas e as sinapses (conexões entre eles) são reforçadas graças a estimulações. Esses conceitos ficam mais claros quando pensamos em uma lesão cerebral, quando partes adjacentes à região danificada passam a assumir a função da área lesionada, possibilitando a recuperação das funções perdidas.

     

    Fonte:

    Revista Nova Escola, janeiro/fevereiro.2010, pág. 20

    Consultoria: Maria Silvia Abrã, bióloga e professora da Escola Vera Cruz, em São Paulo.

     

     

    Nota:

    José Carlos - psicólogo

     

    O uso e abuso de álcool ou outras drogas interfere diteramente na destruição de neurônios.

  • Feira da Saúde - General Motors/SCSUL/SP

    09

    Ago
    09/08/2010 às 17h12
  • Feira da Saúde - General Motors/SCSUL/SP

    09

    Ago
    09/08/2010 às 17h11
  • POEMA DO PAI

    09

    Ago
    09/08/2010 às 17h07
  • POEMA DO PAI

    09

    Ago
    09/08/2010 às 17h03

    POEMA DO PAI

    QUEREMOS DIZER: AMAMOS VOCÊ

    VOCÊ NOS FAZ TÃO FELIZ

    O MEU AMOR É MAIOR QUE O MUNDO POR VOCÊ

    QUEREMOS DIZER: AMAMOS VOCÊ

    O SEU OLHAR ESTAR SEMPRE ATENTO

    VOCÊ É NOSSO FOFOLENTO

    ENTÃO, QUEREMOS DIZER: AMAMOS AMAMOS VOCÊ

    Aut. B., 06 anos.

  • CRIANÇAS FAZENDO ARTE!!!

    28

    Jul
    28/07/2010 às 12h09

    ABRA A PASTA DE FOTOS E VEJA AS ARTES DE ALGUMAS CRIANÇAS.

     CRIANÇAS FAZEM ARTE!!! DIGA NÃO À VIOLÊNCIA DOMÉSTICA CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES!!!

     

     

  • E aí Lucas, de Cândido Mota/SP...

    28

    Jun
    28/06/2010 às 16h27

     

    Gostaria de deixar um "salve" pro meu primo Lucas, de Cândido Mota/SP.

    Fica com Deus!!!

     

    José Carlos.

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